Figura 2 : Fotografia aérea da embocadura do Cávado.
terça-feira, 12 de junho de 2012
RIO CÁVADO
RIO CÁVADO
O rio Cávado, no norte de Portugal nasce na serra do Larouco e desagua em Esposende. O rio tem uma extensão de 135 km e a bacia hidrográfica tem uma área de cerca de 1600 km2 entre as bacias dos rios Lima e do Ave. O estuário está representado na Figura 1 . Na margem norte, junto à Vila de Esposende, existe uma vasta área de infra-estruturas portuárias, pesqueiras, de construção naval e recreativas, protegida por cerca de 2 km de quebra. Na margem sul o estuário é separado do mar por uma longa restinga, a montante da qual existe a principal área de sapal do estuário. Na zona costeira, a norte da embocadura existe uma praia de areia e a sul da restinga são comuns formações rochosas. A embocadura - Figura 2 – é estreita (cerca de 80 metros) e pouco profunda. Nesta zona o canal principal curva a 90º para Oeste. No oceano Atlântico, imediatamente em frente à embocadura existe um banco de areia que descobre em baixa-mar e dificulta o acesso de embarcações ao interior do estuário. No interior do estuário existem bancos de areia e pequenas ilhas, que separam canais de baixa profundidade. A mobilidade dos sedimentos acumulados no canal, na restinga e no banco em frente à embocadura conferem a esta região um grande dinamismo com alterações intensas da morfologia por acção das ondas e das correntes de maré e devidas à descarga do rio. Como consequência do transporte intenso de sedimentos são necessárias dragagens frequentes para permitir a navegação, sendo os sedimentos usados para reforçar a restinga. O estuário do Cávado, a zona de praias e o cordão dunar fazem parte da área de paisagem protegida do litoral de Esposende (APPLE), criada em 1987, com cerca de 10 km de extensão. Um dos objectivos do APPLE é proteger o sistema dunar da acção antropogénica, promovendo a fixação das areias através da protecção da vegetação cujas espécies dominantes são Eryngium maritimum, Ammophila arenaria e Otanthus maritimus.
RIO CÁVADO
Dados de Campo /
Para este estuário estão disponíveis dados de hidrodinâmica e alguns dados de ictio e avifauna.
Ictiofauna e avifauna /
As espécies comuns de aves no estuário são principalmente anatídeos e limícolas: Ardea cinerea, Larus argentatus, Anas platyrhynchus e Calidris alpina [7].
A ictiofauna referenciada a jusante da ponte de Fão inclui Petromyzon marinus, Anguilla anguilla, Dicentrarchus labrax, Mugil cephalus, Cerastoderma edule, Boops boops, Salmo salar, Alosa alosa, Alosa fallax, Mugilidae, Salmo trutta, Platichtys flesus e Pleuronectes platessa [6, 9].
Os dados de avifauna e de ictiofauna existentes não são suficientemente detalhados em termos de distribuição espacial para permitem tirar conclusões sobre os limites do estuário.
RIO CÁVADO
Hidrodinâmica /
Os dados referentes à hidrodinâmica foram recolhidos em HP & Consulmar (1995a e b), PGIRH/N (1990) e FBO (1995). As duas primeiras referências dizem respeito às condições de navegabilidade na barra do Cávado e contêm dados de marés, correntes e ondulação. A monografia do PGIRH/N sobre a bacia hidrográfica do rio Cávado contém séries temporais de caudais do rio que permitem estimar o caudal médio do Cávado. O Plano de ordenamento da orla costeira preparado pela FBO contém dados adicionais sobre as marés na zona costeira em torno de Esposende.
RIO CÁVADO
Marés /
As marés em Esposende foram analisadas com base em dados do Instituto Hidrográfico. A maré em Esposende é idêntica à registada nos outros portos ao longo da costa Portuguesa. A maré é semi-diurna, com amplitudes médias de cerca de 2 metros e amplitudes máximas um pouco abaixo dos 3 metros e propaga-se no canal do rio até à zona de Marachão. A Figura 3 mostra a curva de densidade de ocorrência de níveis de baixa-mar e preia-mar em Esposende durante o período das medidas.
Os registos não são suficientes para extrair as componentes de maré. Por esse motivo, nas simulações efectuadas foram usados valores medidos em Viana do Castelo, cerca de 20 km a norte.
Figura 3 : Curva de densidade de ocorrência de níveis de baixa-mar e preia-mar em Esposende.
Caudais do rio
Figura 4 : Caudais (curva magenta) e níveis (preto) em Barcelos no período 1982-1990.
Medidas do caudal do rio entre 1982 e 1990 na estação hidrométrica de Barcelos, Figura 4, mostram máximos anuais superiores a 200 m3/s e um caudal médio de 66 m3/s, PGIRH/N (1990). Os caudais mínimos registam-se entre Julho e Setembro e os valores máximos entre Dezembro e Fevereiro.
Figura 3 : Curva de densidade de ocorrência de níveis de baixa-mar e preia-mar em Esposende.
Caudais do rio
Figura 4 : Caudais (curva magenta) e níveis (preto) em Barcelos no período 1982-1990.
Medidas do caudal do rio entre 1982 e 1990 na estação hidrométrica de Barcelos, Figura 4, mostram máximos anuais superiores a 200 m3/s e um caudal médio de 66 m3/s, PGIRH/N (1990). Os caudais mínimos registam-se entre Julho e Setembro e os valores máximos entre Dezembro e Fevereiro.
RIO CÁVADO
Modelação /
Tal como nos outros estuários foi usado um sistema de modelos para a hidrodinâmica e salinidade e ainda para visualizar o deslocamento das massas de água, usando traçadores lagrangeanos. Os dados de base para estes modelos são a batimetria, marés e caudal fluvial.
RIO CÁVADO
Batimetria /
A batimetria - foi gerada utilizando levantamentos da Direcção Geral de Portos e do Instituto Hidrográfico. A malha - 206x255 células - estende-se até à batimétrica dos 30 metros no exterior do estuário. O passo é variável entre 20 e 100 m, com maior resolução no interior do estuário
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